Empresária e fundadora do Elas Constroem passa a integrar iniciativa relacionada à agenda de fortalecimento das mulheres, conectando sua atuação como diplomata civil a projetos de liderança, autonomia econômica e desenvolvimento feminino.
A empresária Sophia Martins amplia sua atuação institucional e internacional ao participar de projeto da ONU Mulheres, entidade das Nações Unidas dedicada à igualdade de gênero e ao empoderamento de mulheres e meninas.
A participação aproxima ainda mais uma trajetória construída no setor privado de uma agenda que Sophia vem desenvolvendo também na sociedade civil: criar conexões, ampliar oportunidades e contribuir para que mais mulheres ocupem espaços de liderança, decisão e independência econômica.
Criada em 2010, a ONU Mulheres atua globalmente em parceria com governos, sociedade civil, empresas e outras instituições. Entre suas prioridades estão a participação das mulheres nos espaços de decisão, a segurança de renda e autonomia econômica e o enfrentamento às diferentes formas de violência contra mulheres e meninas.

No Brasil, essa discussão ainda encontra desafios importantes. Dados divulgados pela própria ONU Mulheres em 2026 mostram que a participação feminina na força de trabalho é de 54,5%, enquanto entre os homens chega a 73,7%. O levantamento também aponta diferenças de remuneração e uma carga significativamente maior de trabalho doméstico não remunerado entre as mulheres.
Para Sophia, participar de iniciativas capazes de transformar essas discussões em ações concretas é uma extensão natural de sua atuação profissional.
“Eu passei muitos anos ocupando espaços em ambientes de negócios e percebi que não basta uma mulher chegar. Precisamos criar condições para que outras também cheguem. Quando uma mulher conquista autonomia financeira, conhecimento e acesso às conexões certas, ela muda a própria história e muitas vezes transforma também a realidade ao redor dela. É isso que quero ajudar a construir”, afirma Sophia Martins.
O que significa atuar na diplomacia civil?
A diplomacia civil está relacionada à participação de pessoas e organizações da sociedade civil na construção de pontes entre diferentes setores, culturas, instituições e países.
Diferentemente da diplomacia estatal, exercida oficialmente pelos representantes de um Estado, a diplomacia civil acontece por meio da articulação da sociedade civil, de lideranças, instituições, universidades, empresas, organizações e projetos sociais.
Na prática, significa utilizar diálogo, conhecimento, relações internacionais e capacidade de articulação para aproximar pessoas e iniciativas em torno de temas de interesse coletivo.
É nesse contexto que Sophia Martins vem ampliando sua atuação como diplomata civil, conectando sua experiência empresarial a pautas relacionadas a mulheres, desenvolvimento econômico, empreendedorismo, habitação, mercado imobiliário e impacto social.
“Diplomacia, para mim, também é capacidade de construir pontes. É colocar pessoas que talvez nunca se encontrassem na mesma conversa e transformar essa aproximação em alguma coisa concreta. Não quero que a minha atuação institucional seja apenas um título. Quero que ela tenha entrega, projeto e impacto”, afirma.
Do mercado imobiliário para uma rede de mulheres
Essa mesma visão está na origem do Elas Constroem, movimento fundado por Sophia Martins para conectar mulheres do mercado imobiliário e de setores relacionados.
O projeto nasceu com foco em networking, desenvolvimento profissional, geração de negócios e fortalecimento do protagonismo feminino e avançou para uma estrutura institucional própria por meio do Instituto Elas Constroem.
Hoje, a proposta é aproximar mulheres de diferentes áreas, regiões e países, criando uma rede capaz de gerar oportunidades profissionais e econômicas.
A relação entre essa atuação e a agenda internacional é direta. Um dos compromissos previstos no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 5 da ONU é garantir a participação plena e efetiva das mulheres e igualdade de oportunidades para liderança nos diferentes níveis de tomada de decisão. O ODS também prevê ampliar o acesso das mulheres a recursos econômicos, propriedade e serviços financeiros.
Para Sophia, falar em protagonismo feminino sem discutir dinheiro, trabalho e acesso às oportunidades deixa uma parte fundamental da conversa de fora.
“Eu acredito muito na autonomia econômica como ferramenta de transformação. Podemos falar sobre liderança, mas uma mulher precisa também entender dinheiro, patrimônio, carreira, investimento e geração de renda. Independência financeira não resolve todos os problemas, mas muda profundamente a capacidade de escolha.”
Conexões que precisam gerar resultados
A participação no projeto da ONU Mulheres também reforça uma característica que vem marcando a trajetória recente da empresária: aproximar mercado, educação, terceiro setor e iniciativas de impacto.
Para Sophia, o desafio agora é fazer com que as conexões construídas em diferentes ambientes se convertam em projetos que cheguem a outras mulheres.
“Chegar a determinados espaços é importante, claro. Mas eu sempre me pergunto: o que eu faço depois que cheguei? Quem consigo trazer comigo? Que porta consigo abrir? Que projeto pode nascer dessa conversa? Para mim, representatividade precisa caminhar junto com oportunidade”, diz.
A visão dialoga com a própria atuação da ONU Mulheres, que trabalha com governos e sociedade civil e mantém entre suas prioridades estratégicas a liderança feminina e a autonomia econômica.
Ao aproximar sua atuação como diplomata civil, empresária e fundadora do Elas Constroem dessa agenda internacional, Sophia Martins dá mais um passo em uma trajetória que busca conectar negócios e impacto social.
E resume o momento em uma frase:
“Eu construí minha carreira no mercado imobiliário, mas aprendi que existem muitas formas de construir. Podemos construir prédios, empresas e patrimônio. Mas também podemos construir acesso, autonomia e caminhos para que outras mulheres cheguem mais longe. Para mim, é aí que uma trajetória profissional começa a deixar legado.”
(Crédito: Arquivo Pessoal)