Rinoplastia vai além da estética? Dr. Frederico Keim explica após caso de Rafaella Justus

O Dr. Frederico Keim destaca o papel da função respiratória no planejamento cirúrgico e sua influência no resultado final decisão…
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O Dr. Frederico Keim destaca o papel da função respiratória no planejamento cirúrgico e sua influência no resultado final

decisão de se submeter a uma rinoplastia nem sempre nasce de um desejo puramente estético. O caso de Rafaella Justus (16)ajuda a iluminar essa mudança de perspectiva. A filha de Ticiane Pinheiro e Roberto Justus passou recentemente por uma segunda cirurgia nasal, conduzida pelo otorrinolaringologista Frederico Keim, nome reconhecido internacionalmente na área. Desta vez, mais do que ajustes visuais, o foco esteve em uma questão essencial e muitas vezes subestimada: a qualidade da respiração.

De acordo com o especialista, havia uma queixa funcional relevante. “Ela não respirava bem. Tinha o nariz frequentemente obstruído, o que impactava o sono e até atividades físicas”, explica. Alterações desse tipo, ainda que comuns, costumam ser negligenciadas, mas têm potencial de interferir diretamente no cotidiano, do rendimento nas tarefas mais simples ao equilíbrio do organismo como um todo.

O procedimento, com cerca de quatro horas de duração, exigiu planejamento detalhado. Por já ter passado por outras intervenções faciais, Rafaella apresentava uma anatomia mais desafiadora, o que demandou ainda mais precisão técnica. A prioridade, no entanto, permaneceu clara: corrigir a estrutura interna do nariz para favorecer o fluxo de ar, sem comprometer a harmonia do rosto.

Durante a cirurgia, foi necessário reposicionar cartilagens que, embora contribuíssem para o desenho externo, dificultavam a passagem do ar. “Ao abrir essas cartilagens, conseguimos melhorar significativamente a respiração”, afirma o médico. A partir dessa correção funcional, também foram realizados ajustes estéticos sutis, como a elevação do dorso nasal, a definição da ponta e a redução da largura das narinas, resultando em um contorno mais equilibrado e proporcional.

Para o Dr. Frederico, estética e função não devem ser tratadas como escolhas excludentes. “O paciente não pode escolher apenas a estética em detrimento da respiração. Nosso papel é alinhar expectativa e realidade, sempre respeitando os limites anatômicos de cada pessoa”, destaca.

Antes de chegar ao centro cirúrgico, Rafaella passou por uma avaliação minuciosa, que incluiu exames de imagem e análise detalhada das vias nasais. O objetivo foi garantir um diagnóstico preciso e um plano cirúrgico personalizado, etapa fundamental, sobretudo em casos que envolvem comprometimento respiratório.

Outro aspecto enfatizado pelo médico é a importância da motivação individual e da maturidade ao optar pela cirurgia. “É uma decisão séria, que precisa partir do próprio paciente. Não pode ser uma imposição externa. Além disso, é essencial que as expectativas sejam compatíveis com o que a anatomia permite entregar”, explica.

Com a intervenção, a expectativa é de melhora não apenas na respiração, mas também na qualidade do sono, na disposição e no bem-estar geral.

(Fotos : Divulgação)

Vinícius Correia Ferreira

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